18 de dezembro de 2014

Diário de viagem. Berlim

Há uns anos tinha visitado Berlim em Maio, com céu azul e árvores esplendorosas. Agora, em Dezembro, foi uma visita completamente diferente, muito mais passada durante a noite (visto que anoitece muito cedo), com um frio de rachar e muitos mercados de Natal para conhecer.

Vou mostrar-vos mais ou menos o que fizemos, o R* e eu, nestes dias que passaram a correr, mas que nos souberam muito bem! 



Como na sexta feira chegámos pela hora de almoço, começámos logo por repor energias. Comida orgânica, muito saudável e criativa, num ambiente quente, cheio de detalhes e muito confortável.

A seguir rumámos imediatamente para o museu Pérgamo, para ver as muralhas de Babilónia (impressionantes) e depois para as portas de Brandemburgo. 






Quando saímos do museu já era noite e decidimos andar sem rumo pelo centro da cidade: Alexanderplatz. Mesmo ao lado, encontrámos as recentemente abertas galerias Bikini Berlim, com lojas muito modernas e criativas (como a da Adidas, na fotografia, a Vitra, a Bensimon, a dos chás Kusmi, etc) e uma arquitectura pouco habitual para um espaço destes. Como é uma cidade que pensa nas crianças, estava a decorrer uma leitura de contos com brincadeiras...

Na rua mesmo em frente das galerias, deparámo-nos com uma Igreja feita de milhares de vitrais (que criam um efeito lindíssimo à noite), homenagem à Igreja original que foi destruída em 1943. Berlim tem muito disto, dado que a maior parte da cidade foi bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial.


À saída, o primeiro mercado de Natal que vimos em Berlim!



Para jantar, não tínhamos vontade de ir a um restaurante, preferimos a liberdade de petiscar na rua (apesar do frio... ai o frio!) pelo que optámos pelo Neue Heimat, o mercado de Natal alternativo, muito próximo do nosso hotel.

Este mercado fica colado a uma linha de caminho de ferro, já que fica na antiga zona de armazéns de manutenção das linhas de caminho de ferro. Os armazéns foram abandonados depois da Segunda Guerra Mundial e foram ocupados por graffiters e artistas. Nesta zona, aliás, encontra-se uma galeria de arte que vale a pena visitar (Urban Spree), um enorme pavilhão de skate indoor, alguns bares e um mercado quinzenal. 

Foi também aqui instalado, no mês de Dezembro, o mercado de Natal, composto por três áreas principais. A primeira, de comida, com dezenas de roulottes e bancas com comida vinda de todos os lados do Mundo: comemos entradas vietnamitas, pratos italiano (arancino, que eu adoro!) e marroquino (tajine), e sobremesa alemã - cheescake de caramelo e spekuloos! A seguir, o pavilhão de design e artesanato, onde conhecemos uma ilustradora portuguesa, a Carolina Búzio, sobre quem falarei mais tarde e, junto a ele, o pavilhão do bar, com uma pista de patinagem no gelo.

Como percebem pelas fotografias, são pavilhões enormes, todos grafitados, mas impecavelmente adaptados com guirlandas de luzes e música. 




Junto ao pavilhão do bar, numa sala mais pequena, um concerto de jazz...


... e bossanova. 
Ou seja, acabámos a nossa primeira noite em Berlim, enregelados, a ouvir (e a cantar) 'quero a vida sempre assim, com você junto de mim, até ao apagar da valha chama...'

Que bom!

4 comentários:

  1. Bom mesmo! ;-) Excelente percurso.
    Beijinho

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  2. a Alemanha, onde já fui duas vezes e pretendo regressar sempre, foi dos países que mais surpreenderam, talvez por ter tão poucas expectativas. Berlim ainda não fez parte dos planos, mas lá chegarei. os mercados de Natal são de facto o maior dos encantos desse país. :)

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    Respostas
    1. São um encanto, é verdade. E há tantos! Para todos os gostos: os tradicionais, os alternativos, os vegetarianos e até um japonês! Vale muito a pena!

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